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Nem tudo vem com manual. Nem toda dor traz legenda. Há dias em que a vida simplesmente acontece — sem aviso, sem explicação, sem tempo para perguntas. E a gente segue. Não porque seja fácil, mas porque parar dói mais do que continuar.
Entender é um desejo humano. A gente quer causas, motivos, finais bem amarrados. Mas a vida raramente entrega isso no tempo que esperamos. Às vezes, ela só pede passos. Um depois do outro. Mesmo com o coração confuso, mesmo com a alma cansada.
Seguir não é negar o que sentimos. É carregar as dúvidas no bolso e, ainda assim, escolher caminhar. É aceitar que algumas respostas só chegam depois… e outras nunca chegam. E tudo bem. Nem tudo precisa ser compreendido para ser vivido.
Há forças que nascem justamente no escuro. É no “não sei” que a gente amadurece, aprende a confiar mais no processo do que no controle. Porque viver não é ter certeza — é ter coragem.
Coragem de acordar mesmo quando a esperança parece atrasada. Coragem de continuar acreditando, mesmo com cicatrizes. Coragem de seguir, mesmo sem entender.
No fim, talvez a vida não queira ser explicada. Talvez ela só queira ser sentida. E vivida. Um passo de cada vez.
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