2 + 2 = 4.
2 x 2 = 4.
Na matemática, isso é simples.
Na vida, isso é milagre.
A soma é o encontro.
A multiplicação é a intensidade.
Uma junta. A outra potencializa.
Mas ambas chegam ao mesmo resultado.
Fico pensando que talvez o destino também tenha suas próprias equações silenciosas.
Há caminhos que se constroem no diálogo, na soma diária de esforços pequenos — um gesto aqui, um pedido de desculpas ali, uma xícara de café dividida numa manhã qualquer. São histórias que crescem no ritmo da adição: devagar, constante, firme.
E há caminhos que vêm como multiplicação. Dois sonhos que se encontram e se expandem. Duas dores que se reconhecem e se curam. Dois corações que, quando se tocam, não somam apenas — transbordam.
No fim, quando é pra dar certo, não importa se foi na base do “mais” ou do “vezes”.
O resultado encontra seu jeito de acontecer.
A vida não é só cálculo, mas tem lógica.
Às vezes erramos a operação, insistimos na divisão quando o momento pedia soma. Outras vezes tentamos subtrair o que já deveria ter sido multiplicado. E sofremos por achar que perdemos o resultado.
Mas o que é nosso — de verdade — sempre encontra um caminho coerente.
Talvez o amor funcione assim.
Talvez os sonhos também.
Talvez até a gente.
Porque quando é pra ser, até os atalhos levam ao mesmo destino.
Até as diferenças conversam.
Até os medos se reorganizam.
2 + 2 ou 2 x 2.
O importante não é o método.
É a verdade do resultado.
E quando dá quatro … é porque, de algum jeito, tudo estava alinhado para dar certo.