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domingo, 1 de fevereiro de 2026

☑️O que temos é o agora!

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O tempo é uma moeda que não podemos guardar, nem multiplicar. Cada instante que passa escapa pelos nossos dedos, silencioso e irreversível. O passado, com suas escolhas, erros e alegrias, já se acomodou na memória, como páginas de um livro que não podem ser reescritas.

 

É comum desejarmos voltar, consertar, refazer… mas a vida não nos oferece esse luxo. O que temos é o agora, este pequeno espaço entre o ontem e o amanhã, que insiste em nos desafiar a viver com atenção e coragem. Cada momento presente é um convite: a sorrir, a abraçar, a aprender, a amar.

 

E talvez seja justamente essa impossibilidade de comprar ou recuperar o tempo que dá a ele valor. Cada respiração, cada gesto, cada palavra ganha significado porque não voltará. A reflexão que nos cabe é simples, mas profunda: cuidar do agora, honrar o presente, e transformar o tempo que temos em lembranças que valham a pena.

 

Porque, no fim, não seremos medidos pelo tempo que passou, mas pelo que fizemos com ele.


sábado, 31 de janeiro de 2026

🫀Ser humano exige mais do que status

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O cargo mais alto que alguém pode ocupar é o de ser humano.

Todo o resto é função, é placa na porta, é palavra bonita impressa em cartão.

 

Ser humano exige mais do que status.

Exige escuta quando ninguém está olhando.

Exige caráter quando não há plateia.

Exige gentileza mesmo quando a resposta fácil seria a indiferença.

 

De nada adianta subir degraus profissionais se, no caminho, se perde a capacidade de sentir.

De nada vale mandar, liderar, ensinar ou decidir, se o coração não aprendeu a respeitar.

 

Há pessoas cheias de títulos e vazias de humanidade.

E há outras, invisíveis aos olhos do mundo, que carregam uma grandeza silenciosa: sabem pedir desculpas, sabem reconhecer limites, sabem tratar o outro como gente — não como meio.

Ser humano é o único cargo que não permite demissão.

Ele se exerce todos os dias, nas pequenas escolhas: na forma de falar, de ouvir, de discordar, de cuidar.

 

Quando alguém falha nisso, qualquer outro título vira enfeite.

Mas quando acerta, mesmo sem nome, sem holofote, sem reconhecimento … ocupa, com dignidade, o lugar mais alto que existe.

 


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

❌A despedida já pode ter acontecido

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Às vezes, a despedida não chega com lágrimas, malas ou palavras finais.

Ela acontece no cotidiano, num abraço apressado, numa conversa deixada pra depois, num “a gente se fala” que nunca mais se cumpre.

 

Vivemos como se o tempo fosse infinito, como se as pessoas estivessem sempre disponíveis, como se o amor soubesse esperar. Mas a verdade é que não sabemos quando será a última vez. A última risada, o último café juntos, o último olhar que ainda carregava cuidado.

 

Muitas despedidas não doem na hora. Doem depois. Quando a ausência se instala e a memória começa a repetir cenas que pareciam comuns demais para serem eternas. É aí que entendemos: a despedida já tinha acontecido, só faltava o silêncio confirmar.

 

Talvez por isso amar seja um ato de urgência. Dizer o que sente, ficar um pouco mais, abraçar sem economia. Não por medo da perda, mas por respeito ao agora. Porque o agora é tudo o que temos.

 

Que a gente aprenda a não tratar presença como rotina, nem afeto como garantia. Que a gente viva os encontros como se fossem únicos — porque, no fundo, sempre são.


💨O sopro da vida!

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“A minha vida, a sua vida, a vida inteira é só um sopro.”

 

E pensar nisso é como sentir o vento passando pelos dedos: rápido, leve, quase imperceptível, e ainda assim inescapável. Muitas vezes nos perdemos em planos, preocupações e rotinas, como se cada minuto pudesse ser esticado, controlado ou guardado para depois. Mas a verdade é que tudo escapa, a cada instante que passa, a cada respiração que damos, a vida segue seu curso, delicada e intensa.

 

Essa percepção nos convida a valorizar o que realmente importa: os abraços apertados, as palavras ditas com sinceridade, os silêncios compartilhados, os risos que ficam gravados na memória. O sopro da vida nos lembra que o efêmero não é menor, mas precioso. Ele nos ensina a viver com atenção, a amar sem reservas e a olhar para o presente como um presente.

 

No fim, somos todos passageiros desse sopro invisível, e a beleza está justamente em aprender a senti-lo plenamente, sem medo, sem pressa, com a consciência de que, embora breve, cada momento carrega a eternidade dentro de si.