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Às vezes a gente confunde resistência com evolução.
Acha que aguentar calado, cumprir tudo à risca e seguir firme em um lugar que só suga nossas forças é sinal de maturidade. Mas não é.
Fazer tudo certo onde nada te nutre não te faz crescer — te consome.
Não é força acordar todos os dias sentindo o peito pesado.
Não é vitória sobreviver em ambientes que te diminuem, te silenciam ou te fazem duvidar de quem você é.
Evolução é perceber quando o preço está alto demais.
É entender que constância em terreno tóxico não gera frutos, só cansaço.
É escolher sair antes que a exaustão vire amargura, antes que o desgaste vire identidade.
Nem toda permanência é lealdade.
Às vezes, é medo disfarçado de compromisso.
Às vezes, é o costume prendendo quem já deveria ter ido.
Crescer também é ir embora.
É respeitar seus limites.
É trocar o “eu aguento” pelo “eu mereço mais”.
Porque lugar nenhum vale a sua saúde, sua paz ou a versão inteira de você.
Quando o esforço não traz vida, não é evolução.
É só desgaste — e você não nasceu pra viver assim.