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A vida anda rápido demais, mas o coração não acompanha essa corrida.
Em algum ponto, aprendemos a confundir movimento com sentido, urgência com importância. E assim, vamos passando pelos dias como quem atravessa uma paisagem sem olhar pela janela.
Desacelerar não é desistir do mundo. É escolher vivê-lo por inteiro. É perceber que o agora não se repete, que cada instante carrega algo que não volta mais. Momentos não fazem fila para esperar nossa disponibilidade — ou se vivem, ou se perdem.
Quando tudo se torna urgente, nada é profundo. O tempo vira inimigo, e não companhia. As conversas ficam rasas, os abraços apressados, os sentimentos adiados. A pressa decide por nós, e quase sempre escolhe errado.
O que realmente importa não grita. Pessoas importantes não exigem pressa, exigem presença. O que sustenta a vida acontece devagar: o olhar atento, o silêncio confortável, o tempo compartilhado sem distrações.
No fim, não é sobre fazer mais, é sobre estar. Porque estar presente é o único presente que nunca perde valor. Tudo o mais passa. A presença fica.
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