. . .
HĂĄ dias em que lutar contra aquilo que ninguĂ©m vĂȘ parece um trabalho invisĂvel. O corpo levanta, mas a mente permanece caĂda em algum lugar difĂcil de alcançar. E, sendo sincero comigo mesmo, Ă s vezes eu tambĂ©m falho em me compreender. Me cobro por nĂŁo ter a mesma força de antes, me culpo por cansar tĂŁo rĂĄpido de batalhas que acontecem dentro da minha prĂłpria cabeça.
Existe uma autocrĂtica cruel em tentar sobreviver sorrindo enquanto por dentro tudo pede silĂȘncio, pausa ou socorro. Nem sempre sei separar o que Ă© falta de vontade do que Ă© esgotamento emocional. Nem sempre consigo ser gentil comigo.
Mas continuo tentando. NĂŁo porque eu tenha todas as respostas ou porque a luta tenha ficado fĂĄcil — e sim porque, apesar das recaĂdas, ainda existe uma parte de mim que se recusa a desistir completamente de encontrar algum sentido, algum alĂvio, alguma luz possĂvel entre os dias difĂceis.
Nenhum comentĂĄrio:
Postar um comentĂĄrio