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Não perca o seu centro.
Há momentos em que o mundo parece levantar ondas maiores do que conseguimos enxergar. O vento sopra contra, as vozes se confundem, e por dentro tudo parece prestes a desabar. Ainda assim, o equilíbrio não precisa ser algo perdido — ele pode ser apenas algo que você lembra.
As tempestades não têm permanência. Elas chegam com barulho, mas partem em silêncio. O que fica não é o caos, mas o aprendizado de ter atravessado o que parecia impossível.
Há uma força estranha na serenidade: ela não impede a tempestade, mas impede que você se perca dentro dela. É como um porto invisível, onde a alma encontra repouso mesmo quando o mar está agitado.
E há também essa imagem antiga e sempre viva: Jesus no fundo da embarcação, em meio ao vento e às ondas, dormindo. Não por indiferença ao caos, mas por confiança absoluta além dele. Quando despertado pelo medo dos discípulos, ele não apenas acalmou o mar — ele acalmou o olhar deles.
Talvez seja isso o convite mais profundo: aprender a olhar para dentro antes de reagir ao que está fora. Respirar antes de se perder. Confiar antes de desistir.
Quando tudo parecer maior do que você, lembre-se: a tempestade faz barulho, mas não tem autoridade sobre quem permanece firme no interior.
E se o medo bater forte, recorra ao Mestre. Não como quem foge, mas como quem reconhece onde está a verdadeira paz.
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