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A mudança precisa vir de nós e não do Ano Novo. Pense nisso.
Todo fim de ano parece carregar uma promessa silenciosa. Como se o calendário tivesse o poder de nos reinventar à meia-noite, de apagar erros, curar feridas e entregar coragem embrulhada em fogos de artifício. A gente brinda, faz lista, mentaliza… e espera que o Ano Novo faça o trabalho que sempre foi nosso.
Mas o ano muda sozinho. Nós, não.
A mudança verdadeira não obedece ao relógio, nem respeita datas comemorativas. Ela nasce num incômodo discreto, numa pergunta que insiste, num cansaço de repetir os mesmos ciclos. Nasce quando a gente decide, em silêncio, que não dá mais para continuar do mesmo jeito.
Não é o dia 1º que nos transforma. É o dia em que escolhemos dizer “chega”. Chega de adiar, de aceitar menos do que merecemos, de culpar o tempo pelo que só a coragem resolve. O Ano Novo pode até inspirar, mas não executa. Ele não muda hábitos, não pede desculpa, não dá passos difíceis por nós.
A mudança começa quando paramos de esperar o momento perfeito. Quando entendemos que todo recomeço é interno antes de ser visível. Que às vezes não é sobre virar o ano, mas virar a chave — dentro.
Quem muda porque decidiu, sustenta. Quem muda porque o calendário mandou, desiste na primeira segunda-feira difícil.
Então pense nisso: se você quer um ano diferente, não peça ao tempo. Peça a si mesmo. O Ano Novo passa. Mas a decisão de mudar… essa fica.
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