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A capacidade de pensar é um dos atributos mais nobres do ser humano. É através dela que nos lançamos à reflexão sobre o sentido da vida. Se a existência fosse apenas efêmera — uma breve aventura sem continuidade — nossas ações seriam como ecos no vazio, talvez registradas na história, mas desprovidas de propósito eterno.
Esse tipo de visão, embora comum, carrega consigo um conformismo silencioso. A ideia de que tudo termina aqui ofusca a beleza de sonhar, planejar e alcançar objetivos. Afinal, por que lutar, construir e amar se tudo se dissolve no fim?
É claro que há dúvidas e divergências. A complexidade da vida humana nos convida ao questionamento. Mas reduzir a existência à sua finitude absoluta é ignorar a profundidade do mistério que nos cerca.
Muitos rejeitam a ideia de continuidade por não aceitarem a existência de um Ser superior, autor da vida. No entanto, essa negação não elimina a inquietação que habita o coração humano.
Eu, particularmente, não consigo me ver como um cisco esquecido no tempo. Meu pensamento se eleva, busca o céu, as estrelas, e brilha com o sol. Acredito que somos criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus, e é nEle que reside o sentido de tudo o que existe.
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