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Às vezes, a vida nos oferece pausas pequenas, fugazes, como uma viagem curta que surge inesperadamente. Não é sobre o destino, nem sobre o tempo que se passa na estrada ou no avião. É sobre cada instante que conseguimos viver plenamente, sem pressa, sem preocupações com o que ficou para trás ou com o que ainda virá.
Em viagens curtas, aprendemos a valorizar o silêncio entre os momentos, a observar os detalhes que normalmente passam despercebidos: o cheiro do café numa cidade nova, o som distante de risadas desconhecidas, o calor do sol tocando o rosto. São esses instantes que ficam, mesmo que por pouco tempo, como lembranças capazes de aquecer a alma.
Não é necessário planejar cada passo ou controlar cada minuto. É permitido se perder nas ruas, se encontrar na própria companhia, se maravilhar com o simples e permitir que a leveza do momento transforme um curto espaço de tempo em eternidade.
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