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Nem sempre a resposta é reagir.
Às vezes, é apenas respirar.
Respirar fundo quando o impulso pede palavras duras.
Respirar quando o coração acelera querendo provar algo, defender algo, vencer algo.
Respirar é o espaço entre o que sentimos e o que escolhemos fazer com isso.
Vivemos num tempo em que reagir virou reflexo, quase obrigação.
Responder rápido, opinar forte, devolver na mesma moeda.
Mas nem toda batalha merece resposta.
E nem todo silêncio é fraqueza.
Respirar é um ato de coragem.
É dizer a si mesmo: eu não sou tudo o que me provocam.
É permitir que a emoção passe como uma onda, sem deixar que ela afogue quem somos.
Quando respiramos, ganhamos clareza.
O que parecia urgente perde a força.
O que doía começa a se acomodar.
E muitas vezes percebemos que a melhor resposta não é uma reação… é a paz de seguir inteiro.
Respirar é escolher não se quebrar por aquilo que não vale o seu equilíbrio.
É entender que maturidade não grita, não corre, não disputa.
Ela espera.
Ela observa.
Ela respira.
E nesse simples ato — tão invisível quanto poderoso — a gente aprende que preservar a própria calma também é uma forma de amor.
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