“Às vezes a gente ganha o cabo de guerra quando solta a corda.”
Essa frase tem uma força silenciosa que muitas vezes ignoramos. Vivemos em constante luta: por relacionamentos, por conquistas, por sonhos, por controle sobre aquilo que nos cerca. Queremos provar força, mostrar resistência, segurar firme aquilo que acreditamos que não podemos perder. Mas, curiosamente, há momentos em que a vitória não está na tensão dos braços ou na força dos punhos, mas na capacidade de soltar.
Soltar não significa desistir. Significa reconhecer que a vida não precisa ser vencida à força. Que nem todo confronto é feito para ser ganho. Às vezes, ao relaxar, ao abrir mão do que nos prende, permitimos que a própria corrente da existência nos conduza. E é nesse ato de entrega que percebemos: ganhar nem sempre é segurar, mas saber quando deixar ir.
O paradoxo é simples e profundo: há liberdade na rendição, há poder no desapego. E, muitas vezes, é exatamente nesse momento de soltura que o cabo de guerra se resolve sozinho, e a vida nos dá aquilo que, por mais que tentássemos, jamais teríamos conseguido agarrando com força.
No fim, aprender a soltar é aprender a confiar — em nós, nos outros, no tempo e no fluxo natural das coisas. E, ao soltar, percebemos que algumas vitórias só acontecem quando deixamos ir.
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