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A vida não espera. Ela não é paciente, não faz fila, não distribui senhas. Ela acontece — e acontece agora. Cada manhã que se abre diante de nós é um convite silencioso para escolher melhor, para dar um passo na direção de uma vida que faça sentido. Mas, por alguma razão, adiamos.
Dizemos a nós mesmos que “amanhã” será mais propício, que “quando der” será o momento certo, que “um dia” vamos finalmente começar. E enquanto o calendário se desfaz, as chances escorrem como areia entre os dedos. Não percebemos que, nesse jogo de postergações, o que se perde não é só o tempo — é a própria vida que poderia ter sido.
Decisões não tomadas se tornam fantasmas. Elas nos assombram com o “e se?”. Elas aparecem nas madrugadas insones, nas conversas que nunca tivemos, nos caminhos que nunca ousamos trilhar.
Melhorar a vida não é sobre esperar o cenário perfeito; é sobre agir mesmo com o céu nublado. É sobre entender que, às vezes, o futuro que sonhamos começa com um passo pequeno, mas firme, dado hoje.
Porque o dia certo não é quando tudo estiver alinhado.
O dia certo é agora.
E agora, antes que seja tarde, talvez seja hora de escolher viver de verdade.
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