| PÁGINAS

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

💪🏻As ações revelam mais sobre uma pessoa do que suas palavras

. . .

Há uma distância curiosa — e, às vezes, abissal — entre aquilo que as pessoas dizem e aquilo que realmente fazem. É como se a boca fosse um poeta exagerado e os pés, realistas cautelosos. Palavras são fáceis, leves como balões soltos no ar; gestos, não. Gestos exigem intenção, coragem e, quase sempre, algum sacrifício.

A gente vive cercado de discursos bonitos: promessas de amizade eterna, declarações de amor inabalável, compromissos solenes de “sempre estar aqui quando você precisar”. E talvez, no instante em que são ditas, essas palavras até sejam sinceras. Mas a prova não está no instante — está no depois.

Porque é no depois que se mede a verdade: quem apareceu quando ninguém mais veio, quem ficou mesmo quando a festa acabou, quem ajudou sem precisar de plateia. A vida, no fundo, é um palco silencioso para os atos que dispensam aplauso.

Lembre-se: não confie tanto no que ouve. Observe. Perceba. Compare o que se diz com o que se cumpre. Porque os atos, esses sim, não mentem.

E, cá entre nós, quem vive de palavras soltas corre o risco de construir castelos no vento. Mas quem observa os gestos aprende a escolher suas companhias pela solidez do chão — e não pelo encanto do discurso.

Talvez a grande lição seja simples: se quer saber quem alguém é, não ouça. Veja. Afinal, é fácil jurar amor em dia de sol. Difícil é segurar o guarda-chuva quando a tempestade começa.

Nenhum comentário: