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domingo, 6 de julho de 2025

📝Escrevendo o Próprio Destino

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Há quem diga que tudo já está escrito. Que o caminho está traçado, as curvas definidas, as quedas previstas e até os encontros determinados. Acreditam que somos apenas passageiros em uma rota fixa, sem direito a desvios ou recomeços. Mas… e se não for bem assim?

E se, ao invés de um roteiro imutável, a vida for um caderno em branco, onde cada passo é uma nova linha, cada decisão uma vírgula, cada sonho um ponto de exclamação?

A verdade é que temos mais poder do que imaginamos. Somos autores da nossa própria jornada. Podemos não controlar tudo — há tempestades que chegam sem aviso, pessoas que partem sem explicação, mudanças que vêm sem bater à porta. Mas o que fazemos com o que nos acontece… isso, sim, está nas nossas mãos.

Não é o destino que escolhe por nós. São as nossas atitudes, os nossos esforços, os nossos desejos. É fácil atribuir à sorte ou ao fado aquilo que não deu certo. Mais difícil — e mais corajoso — é assumir o volante e decidir qual estrada seguir. É dizer a si mesmo: “Não é o que me aconteceu que define quem eu sou, mas o que eu faço com isso.”

Quem luta pelos seus sonhos, quem enfrenta o medo e se recusa a viver no automático, já entendeu que o destino não é uma prisão. É uma construção. Feita de pequenos atos diários, de escolhas conscientes, de quedas que ensinam e de recomeços que nos fortalecem.

Talvez exista, sim, um fio invisível ligando os momentos importantes da nossa vida. Mas cabe a nós escolher os laços, os nós, os entrelaços. Cabe a nós dar sentido ao trajeto.

Portanto, lute. Não espere que a vida aconteça como num roteiro pré-escrito. Reescreva. Edite. Mude o final se for preciso. Porque o destino, meu caro, é apenas a moldura. Quem pinta o quadro é você.

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