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A primeira tentativa quase sempre dói.
É tropeço, é susto, é medo.
É o corpo que não obedece à vontade, é a alma que hesita diante do novo.
Imagine por um instante se os passarinhos desistissem ao cair do ninho. Se, ao sentir o vento contrário ou o chão se aproximando rápido demais, eles simplesmente aceitassem que voar não era para eles. Como estaria o céu? Silencioso, desabitado, órfão de asas e canções.
Mas os pássaros não pensam assim.
Eles caem — e tentam de novo.
Porque há algo em seu instinto que diz: você nasceu para o alto.
Talvez devêssemos aprender com eles.
Quantas vezes, diante de um fracasso, uma rejeição, um erro ou uma palavra dura, nos retiramos do céu que nos espera? Quantos sonhos engavetados por causa de uma queda? Quantos voos cancelados porque alguém nos fez acreditar que não tínhamos asas?
A verdade é que a queda não é o fim. É só o começo. É o aviso de que estamos tentando, de que algo em nós se moveu além do ninho, além da segurança. Cair é o prenúncio do voo.
Não é à toa que o céu nunca está vazio. Porque, mesmo entre galhos frágeis e dias de vento, sempre há um passarinho disposto a tentar de novo.
E talvez hoje, neste instante, o mundo esteja só esperando isso de você: mais uma tentativa. Mesmo que doa. Mesmo que dê medo.
Porque a vida — como o céu — foi feita para ser habitada. Por quem não desiste de voar.
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