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sábado, 5 de julho de 2025

💨Se ainda venta, não adianta varrer

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"Se ainda venta, não adianta varrer." Essa simples e sábia analogia popular encerra uma verdade profunda sobre a eficácia das nossas ações e a importância do momento certo para agir. Insistir em varrer enquanto o vento persiste não é apenas inútil, mas também um desperdício de energia, tempo e recursos. A poeira, ou o problema em questão, simplesmente retornará, tornando o esforço em vão.

Essa máxima se aplica a inúmeras situações em nossas vidas, tanto pessoais quanto profissionais. Quantas vezes nos vemos em meio a um turbilhão de eventos ou emoções, tentando resolver algo que, dadas as circunstâncias, está fadado ao fracasso? Seja na busca por um novo emprego em um mercado saturado e recessivo, na tentativa de resolver um conflito quando os ânimos ainda estão exaltados, ou na implementação de um projeto sem os recursos ou o apoio necessários, a lógica é a mesma: agir precipitadamente, sem considerar o contexto e as variáveis envolvidas, é remar contra a maré.

A paciência, nesse cenário, não deve ser confundida com inação ou passividade. Pelo contrário, ela é uma virtude estratégica. Significa observar, analisar, preparar-se e, acima de tudo, esperar o momento certo. Esse "momento certo" pode ser a diminuição do vento, a acalmia após a tempestade, a disponibilidade de novos dados, o surgimento de uma oportunidade inesperada ou a mudança de um cenário desfavorável. É a janela de oportunidade em que as chances de sucesso são maximizadas e o esforço empregado trará resultados duradouros.

Portanto, em vez de se frustrar com a persistência do "vento", a atitude mais inteligente é recolher a vassoura, reavaliar a situação e aguardar. Isso permite não apenas conservar a energia, mas também planejar com mais eficácia, aprender com o que está acontecendo e desenvolver estratégias mais robustas. Afinal, a ação bem-sucedida não é apenas sobre o que se faz, mas sobre quando se faz.

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