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Nem sempre temos controle sobre onde estamos. Às vezes a vida nos coloca em lugares que não escolhemos, entre pessoas que não entendemos, diante de situações que nos desafiam mais do que gostaríamos. Mas, mesmo assim, há sempre uma escolha possível: ser a parte boa daquele lugar.
É curioso pensar que, em qualquer ambiente, sempre há alguém que suaviza as coisas. Aquele que escuta sem julgar, que oferece um sorriso quando o dia parece pesado, que diz “vai passar” com a voz certa, no momento exato. Às vezes é só isso que alguém precisa para continuar — um gesto simples, mas cheio de humanidade.
Ser a parte boa não é sobre ser perfeito, nem sobre carregar todos nas costas. É sobre presença. Sobre gentileza quando o mundo parece áspero. É sobre o silêncio acolhedor quando as palavras já machucaram demais. É sobre lembrar que, embora não possamos mudar o todo, podemos transformar um pouco.
Um olhar de compreensão, um “bom dia” com alma, um “eu entendo” dito de verdade. Essas pequenas ações criam rachaduras na indiferença, deixam a luz entrar, aquecem o dia de quem estava congelado por dentro.
Às vezes você será a única pessoa sorrindo num ambiente frio. Às vezes sua calma será o único abrigo no meio da tempestade. E, mesmo sem saber, talvez você esteja sendo exatamente o que alguém precisa para não desistir.
Por isso, seja a parte boa. Em casa, no trabalho, na fila do banco, nos encontros ou nos desencontros. Não porque o mundo seja sempre justo, mas porque sua presença pode fazer a diferença.
E, quem sabe, no fim do dia, mesmo em meio ao caos, alguém lembre de você com gratidão. Por um instante leve. Por uma palavra certa. Por ter sido — ali, naquele momento — a parte boa.
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