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segunda-feira, 2 de junho de 2025

Entre Decepções e Aprendizados

Confiança é aquele tipo de coisa que a gente não vê, não toca, mas sente. E quando ela quebra… ah, faz um barulho que só o coração escuta. Dá um nó no peito, uma mistura de tristeza, incredulidade e aquele velho pensamento: “Eu esperava mais…”


Não é sobre esperar perfeição das pessoas — longe disso. É sobre acreditar no básico: respeito, lealdade, empatia. Mas, de repente, a gente percebe que nem todo mundo entende a vida assim. E a decepção chega, sem pedir licença, sem aviso.


O problema, percebo, não está nas máquinas, nem no avanço das tecnologias, nem nas redes sociais. O problema da humanidade… é a própria humanidade. É essa dificuldade que muitos têm de olhar pro outro, de se colocar no lugar, de não ferir quem só ofereceu cuidado.


E cá entre nós, decepcionar dói. Mas decepcionar-se com quem a gente acreditava ser diferente… isso rasga. Faz a gente questionar o mundo, as escolhas, até nossa própria ingenuidade.


Mas entre uma decepção e outra, eu aprendi algo: há sempre uma pausa que salva. Uma pausa pra respirar, pra recalcular as rotas, pra entender que as atitudes dos outros não definem quem somos. Definem apenas quem eles escolheram ser.


E se o mundo anda estranho, cruel ou egoísta, que a gente não se transforme nisso. Que sejamos resistência no meio do caos. Que, apesar dos tombos, a gente não perca a capacidade de confiar — nem de aprender. Porque no fim, quem decepciona perde muito mais: perde a chance de ser ponte, de ser abrigo, de ser lar em meio a tanta tempestade.


E isso… ah, isso não tem preço.

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